Grande músico, grande compositor. Vamos abordar sua obra tão significante para a música brasileira.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Chico Buarque - Sempre

Sempre
Eu te contemplava sempre
Feito um gato aos pés da dona
Mesmo em sonho estive atento
Para poder lembrar-te sempre
Como olhando o firmamento
Vejo estrelas que já foram
Noite afora para sempre
O teu corpo em movimento
Os teus lábios em flagrante
O teu riso,o teu silêncio
Serão meus ainda e sempre
Dura a vida alguns instantes
Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre
terça-feira, 4 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Tatuagem - Chico Buarque & Elis Regina
Como você me escreveu: "Só quero que saiba o quanto vc está em mim".... então, quero ficar no teu corpo como tatuagem, impregnada em você, e nada, ninguém e nem o tempo conseguirá desfazer - uma marca indelével.
BUARQUE // EU TE AMO
Chico Buarque dispensa qualquer descrição. O que mais me encanta na interpretação de Quarteto em Cy & MPB 4 é a "brincadeira" musical que eles fazem com as vozes, é simplesmente perfeito!
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
É DOCE MORRER NO MAR - Dori Caymmi interpreta belíssima composição de Dorival Caymmi.
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Saveiro partiu de noite foi
Madrugada nao voltou
O marinheiro bonito sereia do mar levou
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de novo no colo de Iemanja
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Category: Entertainment
A VIZINHA DO LADO // Dorival Caymmi
A vizinha quando passa
Com seu vestido grená
Todo mundo diz que é boa
Mas como a vizinha não há
Ela mexe co'as cadeiras pra cá.
Ela mexe co'as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar
Há um bocado de gente
Na mesma situação
Todo mundo gosta dela
Na mesma doce ilusão
A vizinha quando passa
Que não liga pra ninguém
Todo mundo fica louco
E o seu vizinho também
A vizinha quando passa
Com seu vestido grená
Todo mundo diz que é boa
Mas como a vizinha não há
Ela mexe co'as cadeiras pra cá.
Ela mexe co'as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar
Ela mexe co'as cadeiras pra cá.
Ela mexe co'as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar
Há um bocado de gente
Na mesma situação
Todo mundo gosta dela
Na mesma doce ilusão
A vizinha quando passa
Que não liga pra ninguém
Todo mundo fica louco
E o seu vizinho também
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
LITERATURA
O primeiro livro de Chico Buarque, publicado em 1966, trazia os manuscritos das primeiras composições e o conto Ulisses, e ainda uma crônica de Carlos Drummond de Andrade sobre A Banda. Em 1974, escreve a novela pecuária Fazenda modelo e, em 1979, Chapeuzinho Amarelo, um livro-poema para crianças. A bordo do Rui Barbosa foi escrito em 1963 ou 1964 e publicado em 1981. Em 91, publica o romance Estorvo e, quatro anos depois, escreve o livro Benjamim, também um romance.
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Chico Buarque - Deixe a menina
Letras de Músicas | Letra de Deixe a menina
Não é por estar na sua presença Meu pre____zado rapaz
Mas você vai mal Mas vai mal demais
São dez ho___ras, o samba tá quente
Dei___xe a morena conten___te Dei_______xe a menina sambar em paz
Eu não queri____a jogar confete Mas te____nho que dizer
'Cê tá de lascar 'Cê tá de doer
E se vai continuar enrusti___do
Com es___sa cara de marido A mo_______ça é capaz de se abor_____recer
Por trás de um ho___mem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher Mil homens, sempre tão gentis
Por is___so, para o seu bem Ou ti_______re ela da cabeça
Ou mere_____ça a moça que você tem
Não sei se é pra ficar exultante Meu que____rido rapaz
Mas aqui ninguém o agüenta mais
São três ho___ras, o samba tá quente
Dei___xe a morena conten___te Dei_______xe a menina sambar em paz
Por trás de um ho___mem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher Mil homens, sempre tão gentis
Por is___so, para o seu bem Ou ti_______re ela da cabeça
Ou mere_____ça a moça que você tem
Não é por estar na sua presença Meu pre____zado rapaz
Mas você vai mal Mas vai mal demais
São seis ho___ras, o samba tá quente
Dei___xe a morena com a gen__te Dei_______xe a menina sambar em paz
BUARQUE // OLÊ, OLÁ
Letras de Músicas | Letra de Olê, Olá
Não chore ainda não
Que eu tenho um violão
E nós vamos cantar
Felicidade aqui
Pode passar e ouvir
E se ela for de samba
Há de querer ficar
Seu padre toca o sino
Que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança
Que o samba é menino
Que a dor é tão velha
Que pode morrer
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga me perdoa
Se eu insisto à toa
Mas a vida é boa
Para quem cantar
Meu pinho, toca forte,
Que é pra todo mundo acordar
Não fale da vida
Nem fale da morte
Tem dó da menina
Não deixa chorar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho a impressão
Que o samba vem aí
E um samba tão imenso
Que eu às vezes penso
Que o próprio tempo
Vai parar pra ouvir
Luar, espere um pouco
Que é pro meu samba poder chegar
Eu sei que o violão
Está fraco, está rouco
Mas a minha voz
Não cansou de chamar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Ninguém quer sambar
Não há mais quem cante
Nem há lugar mais lugar
O sol chegou antes
Do samba chegar
Quem passa nem liga
Já vai trabalhar
E você, minha amiga
Já pode chorar
Chico Buarque - Baticum
Letras de Músicas | Letra de Baticum
Bia falou: ah, claro que eu vou Clara ficou a____té o sol raiar
Dadá também sa___racoteou Didi tomou o que era pra tomar
Ainda bem que I___sa me arrumou Um barco bom pra gente chegar lá
Lelê também foi e apreciou O baticum lá na beira do mar
Aquela noite Tinha do bom e do melhor
Tô lhe contando que é pra lhe dar água na boca
Veio Mané da Consolação Veio o Barão de lá do Ceará
Um professor fa___lando alemão Um avião vei____o do Canadá
Monsieur Dupont trou___xe o dossier E a Benetton to____pou patrocinar
A Sanyo ga___rantiu o som Do baticum lá na beira do mar
Aquela noite Quem tava lá na prai___a viu
E quem não viu jamais verá Mas se você quiser saber
A Warner gravou E a Globo vai passar
Bia falou: ah, claro que eu vou Clara ficou a____té o sol raiar
Dadá também sa___racoteou Didi tomou o que era pra tomar
Isso é que é, Pe___pe se chegou Pelé pintou, só que não quis ficar
O campeão da Fórmula-1 No baticum lá na beira do mar
Aquela noite Tinha do bom e do melhor
Só tô lhe contando que é pra lhe dar água na boca
Zeca pensou: an___tes que era bom Mano cortou: brother, o que é que há
Foi a GE quem iluminou E a Macintosh en____trou com o vatapá
O JB fez a crítica E o cardeal deu ordem pra fechar
O Carrefour, di___go, o baticum Da Benetton, não, da beira do mar
Iê iê iê ê o Da beira do mar Iê iê iê ê o Da beira do mar
Iê iê iê ê o Da beira do mar...
Chico Buarque - A Mão da Limpeza

Letras de Músicas | Letra de A Mão da Limpeza
O branco inventou que o negro
Quando não suja na entrada
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Que mentira danada, ê
Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê
Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza
Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza
Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Eta branco sujão
sábado, 6 de setembro de 2008
BUARQUE // CHORO BANDIDO

Letras de Músicas | Letra de Choro Bandido
Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim
Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim
Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
BUARQUE // APESAR DE VOCÊ

Letras de Músicas | Letra de Apesar De Você
Chico Buarque - Apesar De Você
(Crescendo) Amanhã vai ser outro día x 3
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.
(Coro) Apesar de você
amanhã há de ser outro día.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforía?
Cómo vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.
Você que inventou a tristeza
Agora tenha a fineza
de ?desinventar?.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.
(Coro2) Apesar de você
Amanhã há de ser outro día.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não quería.
Você vai se amargar
Vendo o día raiar
Sem lhe pedir licença.
E eu vou morrer de rir
E esse día há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você
(Coro3)Apesar de você
Amanhã há de ser outro día.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesía.
Cómo vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Cómo vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você
(Coro4)Apesar de você
Amanhã há de ser outro día.
Você vai se dar mal, etecétera e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá??.
Chico Buarque - Cálice

Letras de Músicas | Letra de Cálice
Chico Buarque - Cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
REPETE
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
REPETE |
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
REPETE |
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
REPETE |
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
D:
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
REPETE
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
REPETE |
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
REPETE |
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
REPETE |
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
BUARQUE // PRIMEIRO DE MAIO OU TANTO MAR

de WEBLETRAS.COM.BR letras de músicas
PRIMEIRO DE MAIO
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo pra mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
Chico Buarque - Ai, se eles me pegam agora

Letras de Músicas | Letra de Ai, se eles me pegam agora
Ai, se mamãe me pega agora de anágua e de combinação
Será que ela me leva embora ou não
Será que vai ficar sentida, será que vai me dar razão
Chorar sua vida vivida em vão
Será que faz mil caras feias, será que vai passar carão
Será que calça as minhas meias e sai deslizando pelo salão
Eu quero que mamãe me veja pintando a boca em coração
Será que vai morrer de inveja ou não
Ai, se papai me pega agora abrindo o último botão
Será que ele me leva embora ou não
Será que fica enfurecido será que vai me dar razão
Chorar o seu tempo vivido em vão
Será que ele me trata à tapa e me sapeca um pescoção
Ou abre um cabaré na Lapa e aí me contrata como atração
Será que me põe de castigo será que ele me estende a mão
Será que o pai dança comigo ou não?
Ai, se mamãe me pega agora de anágua e de combinação
Será que ela me leva embora ou não
Será que vai ficar sentida, será que vai me dar razão
Chorar sua vida vivida em vão
Será que faz mil caras feias, será que vai passar carão
Será que calça as minhas meias e sai deslizando pelo salão
Eu quero que mamãe me veja pintando a boca em coração
Será que vai morrer de inveja ou não
Ai, se papai me pega agora abrindo o último botão
Será que ele me leva embora ou não
Será que fica enfurecido será que vai me dar razão
Chorar o seu tempo vivido em vão
Será que ele me trata à tapa e me sapeca um pescoção
Ou abre um cabaré na Lapa e aí me contrata como atração
Será que me põe de castigo será que ele me estende a mão
Será que o pai dança comigo ou não?
sábado, 23 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Chico Buarque - Yolanda

Letras de Músicas | Letra de Iolanda
Chico Buarque - Yolanda
Esto no puede ser no mas que una canción
Quisiera fuera una declaración de amor
Romantica sin reparar en formas tales
Que ponga freno a lo que siento ahora a raudales
Te amo
Te amo
Eternamente te amo
Si me faltaras no voy a morirme
Si he de morir quiero que sea contigo
Mi soledad se siente acompañada
Por eso a veces se que necesito
Tu mano
Tu mano
Eternamente tu mano
Cuando te vi sabia que era cierto
Este temor de hallarme descubierto
Tu me desnudas con siete razones
Me abres el pecho siempre que me colmas
De amores
De amores
Eternamente de amores
Si alguna vez me siento derrotado
Renuncio a ver el sol cada mañana
Rezando el credo que me has enseñado
Miro tu cara y digo en la ventana
Yolanda
Yolanda
Eternamente Yolanda
Yolanda
Eternamente Yolanda
Eternamente Yolanda
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Chico Buarque - Vai Passar

Letras de Músicas | Letra de Vai Passar
Chico Buarque - Vai Passar
Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar
Chico Buarque - Garota de Ipanema

Letras de Músicas | Letra de Garota de Ipanema
Chico Buarque - Garota de Ipanema
Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça,
É ela menina, que vem e que passa,
Num doce balanço, a caminho do mar.
Moça do corpo dourado,
Do sol de Ipanema,
O seu balançado é mais que um poema,
É a coisa mais linda que já vi passar.
Ah! Como estou tão sozinho.
Ah! Como tudo é tão triste.
Ah! A beleza que existe,
A beleza que não é só minha
E também passa sozinha.
Ah! Se ela soubesse que quando ela passa
O mundo interinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor.
Só por causa do amor...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Chico Buarque - Homenagem ao Malandro
Letras de Músicas | Letra de Homenagem ao Malandro
Chico Buarque - Homenagem ao Malandro
Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer
- não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central
Chico Buarque - Até Pensei

Letras de Músicas | Letra de Até Pensei
Chico Buarque - Até Pensei
Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia, toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade morava tão vizinha
Que, de tolo, até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dona dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a enganar nunca me vinha
Eu andava pobre, tão pobre de carinho
Que, de tolo, até pensei que fosses minha
(Int.)
Toda a dor da vida me ensinou essa modinha
Que, de tolo, até pensei que fosse minha...
Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia, toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade morava tão vizinha
Que, de tolo, até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dona dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a enganar nunca me vinha
Eu andava pobre, tão pobre de carinho
Que, de tolo, até pensei que fosses minha
(Int.)
Toda a dor da vida me ensinou essa modinha
Que, de tolo, até pensei que fosse minha...
Chico Buarque - Apesar de Usted
Letras de Músicas | Letra de Apesar de Usted
Chico Buarque - Apesar de Usted
Hoy es usted el que manda
Lo dijo, está dicho
Es sin discusión, no?
Toda mi gente hoy anda
Hablando bajito
Mirando el rincón, vió?
Usted que inventó ese estado
E ivuentó el inventar
Toda la oscuridad
Usted que inventó el pecado
Olvidóse de inventar
El perdón
A pesar de usted
Mañana ha de ser
Otro día
Yo quisiera saber
Dónde se va a esconder
De esa enorme alegria
Cómo le va prohibir
A ese gallo insistir
En cantar
Agua nueva brotando
Y la gente amándose
Sin parar
Cuando llegue ese momento
Todo el sufrimiento
Cobraré seguro, juro
Todo ese amor reprimido
Ese grito mordido
Este samba en lo oscuro
Usted que inventó la tristeza
Tenga hoy la fineza
De desinventar
Usted va a pagar
Y bien pagada
Cada lágrima brotada
Desde mi penar
A pesar de usted
Mañana ha de ser
Otro día
Daría tanto por ver
El jardin florecer
Como usted no quería
Cuánto se va a amargar
Viendo al dia asomar
Sin pedirle licencia
Cómo voy a reír
Que el día ha de venir
Antes de lo que usted piensa
A pesar de usted
Mañana ha de ser
Otro día
Tendrá entonces que ver
Al día renacer
Derramando poesia
Cómo se va a explicar
Ver al cielo clarear
De repente, impunemente
Cómo va a silenciar
Nuestro coro al cantarle
Bien de frente
A pesar de usted
Mañana ha de ser
Otro día
BUARQUE & FRANCIS HIME // CARO AMIGO

Letras de Músicas | Letra de Meu Caro Amigo
Chico Buarque - Meu Caro Amigo
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus
Chico Buarque - Sem Fantasia
de WEBLETRAS.COM.BR letras de músicas
Letras de Músicas | Letra de sem-fantasia
Chico Buarque - Sem Fantasia
Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perder-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
BUARQUE // SAMBA DE ORLY
Letras de Músicas | Letra de Samba de Orly
Chico Buarque - Samba de Orly
Vai, meu irmão Pega esse avião Você tem razão De correr assim Desse frio
Mas beija O meu Rio de Janeiro Antes que um aventureiro Lance mão
Pe______de perdão Pela duração Dessa temporada Mas não di___ga nada
Que me viu chorando E pros da pesada Diz que eu vou levando
Vê como é que anda Aquela vida à toa
E se puder me manda Uma notí____cia bo______a
(Monarco: cantobar@ig.com.br, paulomonarco@mtv.com.br)
Correção: Monarco (cantobar@ig.com.br)
Vai, meu irmão Pega esse avião Você tem razão De correr assim Desse frio
Mas beija O meu Rio de Janeiro Antes que um aventureiro Lance mão
Pe______de perdão Pela duração Dessa temporada Mas não di___ga nada
Que me viu chorando E pros da pesada Diz que eu vou levando
Vê como é que anda Aquela vida à toa
E se puder me manda Uma notí____cia bo______a
BUARQUE E FRANCIS HIME // PASSAREDO

Ei, pintassilgo
Oi, pintaroxo
Melro, uirapuru
Ai, chega-e-vira
Engole-vento
Saíra, inhambu
Foge asa-branca
Vai, patativa
Tordo, tuju, tuim
Xô, tié-sangue
Xô, tié-fogo
Xô, rouxinol sem fim
Some, coleiro
Anda, trigueiro
Te esconde colibri
Voa, macuco
Voa, viúva
Utiariti
Bico calado
Toma cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí
Ei, quero-quero
Oi, tico-tico
Anum, pardal, chapim
Xô, cotovia
Xô, ave-fria
Xô, pescador-martim
Some, rolinha
Anda, andorinha
Te esconde, bem-te-vi
Voa, bicudo
Voa, sanhaço
Vai, juriti
Bico calado
Muito cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí
Letras de Músicas | Letra de Passaredo
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Chico Buarque - Minha História
Letras de Músicas | Letra de Minha História
Chico Buarque - Minha História
Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente
Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido cada dia mais curto
Quando enfim eu nasci minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré
Minha mãe não tardou a alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor
Minha história é esse nome que ainda hoje carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome Menino Jesus
Chico Buarque - Valsinha

Letras de Músicas | Letra de Valsinha
Chico Buarque - Valsinha
UM DIA ELE CHEGOU TAO DIFERENTE DO SEU JEITO
DE SEMPRE CHEGAR
OLHOU-A DE UM JEITO MUITO MAIS QUENTE
DO QUE SEMPRE COSTUMAVA OLHAR
E NAO MAL DISSE A VIDA TANTO QUANTO ERA SEU
JEITO DE SEMPRE FALAR
E NEM DEIXOU-A SO NUM CANTO
PRA SEU GRANDE ESPANTO,CONVIDOU-A PRA RODAR
ENTAO ELA SE FEZ BONITA COMO HA MUITO TEMPO
NAO QUERIA OUSAR
COM SEU VESTIDO DECOTADO CHEIRANDO A
GUARDADO DE TANTO ESPERAR
DEPOIS OS DOIS DERAM-SE OS BRACOS COMO
HA MUITO TEMPO NAO SE USAVA DAR
E CHEIOS DE TERNURA E GRACA
FORAM PARA A PRACA E COMECARAM A SE ABRACAR
E ALI DANCARAM TANTA DANCA QUE A VIZINHANCA
TODA DESPERTOU
E FOI TANTA FELICIDADE QUE TODA CIDADE ENFIM
SE ILUMINOU
E FORAM TANTOS BEIJOS LOUCOS,TANTOS GRITOS
ROUCOS
COMO NAO SE OUVIA MAIS
QUE O MUNDO COMPREENDEU
E O DIA AMANHECEU
EM PAZ
UM DIA ELE CHEGOU TAO DIFERENTE DO SEU JEITO
DE SEMPRE CHEGAR
OLHOU-A DE UM JEITO MUITO MAIS QUENTE
DO QUE SEMPRE COSTUMAVA OLHAR
E NAO MAL DISSE A VIDA TANTO QUANTO ERA SEU
JEITO DE SEMPRE FALAR
E NEM DEIXOU-A SO NUM CANTO
PRA SEU GRANDE ESPANTO,CONVIDOU-A PRA RODAR
ENTAO ELA SE FEZ BONITA COMO HA MUITO TEMPO
NAO QUERIA OUSAR
COM SEU VESTIDO DECOTADO CHEIRANDO A
GUARDADO DE TANTO ESPERAR
DEPOIS OS DOIS DERAM-SE OS BRACOS COMO
HA MUITO TEMPO NAO SE USAVA DAR
E CHEIOS DE TERNURA E GRACA
FORAM PARA A PRACA E COMECARAM A SE ABRACAR
E ALI DANCARAM TANTA DANCA QUE A VIZINHANCA
TODA DESPERTOU
E FOI TANTA FELICIDADE QUE TODA CIDADE ENFIM
SE ILUMINOU
E FORAM TANTOS BEIJOS LOUCOS,TANTOS GRITOS
ROUCOS
COMO NAO SE OUVIA MAIS
QUE O MUNDO COMPREENDEU
E O DIA AMANHECEU
EM PAZ
Chico Buarque - O Velho Francisco
Letras de Músicas | Letra de O Velho Francisco
Chico Buarque - O Velho Francisco
Já gozei de boa vida Tinha até meu bangalô
Cobertor, comida Roupa lavada Vida veio e me levou
Fui eu mesmo al_____forriado Pela mão do Im_____perador
Tive terra, arado Cavalo e brida Vida veio e me levou
Hoje é dia de visita Vem aí meu grande amor
Ela vem toda de brinco Vem todo domingo Tem chei_____ro de flor
Quem me vê, vê nem bagaço Do que viu quem me enfrentou
Campeão do mundo Em queda-de-braço Vida veio e me levou
Li jornal, bu_____la e prefácio Que aprendi sem professor
Freqüentei palácio Sem fazer feio Vida veio e me levou
Hoje é dia de visita Vem aí meu grande amor
Ela vem toda de brinco Vem todo domingo Tem chei_____ro de flor
Eu gerei dezoito filhas Me tornei na_____vegador
Vice-rei das ilhas Da Caraíba Vida veio e me levou
Fechei negó_____cio da China Desbravei o in_____terior
Possuí mina De prata, jazida Vida veio e me levou
Hoje é dia de visita Vem aí meu grande amor
Hoje não deram almoço, né? Acho que o moço até Nem me lavou
Acho que fui deputado Acho que tu_____do acabou
Quase que Já não me lembro de nada Vida veio e me levou
Buarque - Piruetas
Letras de Músicas | Letra de Piruetas
Chico Buarque - Piruetas
Uma pirueta
Duas piruetas
Bravo, bravo
Superpiruetas
Ultrapiruetas
Bravo, bravo
Salta sobre
A arquibancada
E tomba de nariz
Que a moçada
Vai pedir bis
Que a moçada
Vai pedir bis
Quatro cambalhotas
Cinco cambalhotas
Bravo, bravo
Arequicambalhotas
Hipercambalhotas
Bravo, bravo
Rompe a lona
Beija as nuvens
Tomba de nariz
Que os jovens
Vão pedir bis
Que os jovens
Vão pedir bis
No intervalo
Tem cheirim de macarrão
E a barriga ronca
Mais do que um trovão
Quero um prato
Cê tá louco
Quero um pouco
Cê tá chato
Só um pedaço
Cê tá gordo
Eu te mordo
Seu palhaço
Olha o público
Cansado de esperar
O espetáculo não
Pode parar
Vinte piruetas
Trinta piruetas
Bravo, bravo
Polipiruetas
Maxipiruetas
Bravo, bravo
Sobe ao céu
Fura a calota
E tomba de bumbum
Que a patota
Grita mais um
Que a patota
Grita mais um
No intervalo
Tem cheirim de macarrão
E a barriga ronca
Mais do que um leão
Quero um prato
Cê tá louco
Quero um pouco
Cê tá chato
Só um pedaço
Cê tá gordo
Eu te mordo
Seu palhaço
Olha o público
Cansado de esperar
O espetáculo
Não pode parar
Dez mil cambalhotas
Cem mil cambalhotas
Bravo, bravo
Maxicambalhotas
Extracambalhotas
Bravo, bravo
Salta além
Da atmosfera
E cai onde cair
Que a galera
Morre de rir
Que a galera
Morre de rir
Ai, minhas costelas
Já tô vendo estrelas
Bravo, bravo
Ai, minha cachola
Não tô bom da bola
Bravo, bravo
Lona... nuvens
Tomba no hospital
Uma pirueta
Uma cabriola
Uma cambalhota
Não tô bom da bola
E o pessoal
Delira...
Maxipirulito...
Ultravioleta...
Bravo, bravo!
BUARQUE //GAROTA DE IPANEMA
Letras de Músicas | Letra de Garota de Ipanema
Chico Buarque - Garota de Ipanema
Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça,
É ela menina, que vem e que passa,
Num doce balanço, a caminho do mar.
Moça do corpo dourado,
Do sol de Ipanema,
O seu balançado é mais que um poema,
É a coisa mais linda que já vi passar.
Ah! Como estou tão sozinho.
Ah! Como tudo é tão triste.
Ah! A beleza que existe,
A beleza que não é só minha
E também passa sozinha.
Ah! Se ela soubesse que quando ela passa
O mundo interinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor.
Só por causa do amor...
Chico Buarque - Se Eu Fosse O Teu Patrão
Letras de Músicas | Letra de Se Eu Fosse O Teu Patrão
Chico Buarque - Se Eu Fosse O Teu Patrão
Os homens cantam: Eu te adivinhava
E te cobiçava
E te arrematava em leilão
Te ferrava a boca, morena
Se eu fosse o teu patrão
Ai, eu te tratava
Como uma escrava
Ai, eu não te dava perdão
Te rasgava a roupa, morena
Se eu fosse o teu patrão
Eu te encarcerava
Te acorrentava
Te atava ao pé do fogão
Não te dava sopa, morena
Se eu fosse o teu patrão
Eu te encurralava
Te dominava
Te violava no chão
Te deixava rota, morena
Se eu fosse o teu patrão
Quando tu quebrava
E tu desmontava
E tu não prestava mais, não
Eu comprava outra morena
Se eu fosse o teu patrão
As mulheres cantam: Pois eu te pagava direito
Soldo de cidadão
Punha uma medalha em teu peito
Se eu fosse o teu patrão
O tempo passava sereno
E sem reclamação
Tu nem reparava, moreno
Na tua maldição
E tu só pegava veneno
Beijando a minha mão
Ódio te brotava, moreno
Ódio do teu irmão
Teu filho pegava gangrena
Raiva, peste e sezão
Cólera na tua morena
E tu não chiava não
Eu te dava café pequeno
E manteiga no pão
Depois te afagava, moreno
Como se afaga um cão
Eu sempre te dava esperança
De um futuro bão
Tu me idolatrava, criança
Se eu fosse o teu patrão
BUARQUE // REALEJO
Letras de Músicas | Letra de Realejo
Chico Buarque - Realejo
Estou vendendo um realejo
Quem vai levar
Quem vai levar
Já vendi tanta alegria
Vendi sonhos a varejo
Ninguém mais quer hoje em dia
Acreditar no realejo
Sua sorte, seu desejo
Ninguém mais veio tirar
Então eu vendo o realejo
Quem vai levar
Estou vendendo um realejo
Quem vai levar
Quem vai levar
Quando eu punha na calçada
Sua valsa encantadora
Vinha moça apaixonada
Vinha moça casadoura
Hoje em dia já não vejo
Serventia em seu cantar
Então eu vendo o realejo
Quem vai levar
Estou vendendo um realejo
Quem vai levar
Quem vai levar
Quem comprar leva consigo
Todo encanto que ele traz
Leva o mar, a amada, o amigo
O ouro, a prata, o praça, a paz
E ded quebra leva o harpejo
De sua valsa se agradar
Estou vendendo um realejo
Quem vai levar
Quem vai levar
Chico Buarque - Pivete
Letras de Músicas | Letra de Pivete
Chico Buarque - Pivete
No sinal fechado
Ele vende chiclete
Capricha na flanela
E se chama Pelé
Pinta na janela
Batalha algum trocado
Aponta um canivete
E até
Dobra a Carioca, olerê
Desce a Frei Caneca, olará
Se manda pra Tijuca
Sobe o Borel
Meio se maloca
Agita numa boca
Descola uma mutuca
E um papel
Sonha aquela mina, olerê
Prancha, parafina, olará
Dorme gente fina
Acorda pinel
Zanza na sarjeta
Fatura uma besteira
E tem as pernas tortas
E se chama Mané
Arromba uma porta
Faz ligação direta
Engata uma primeira
E até
Dobra a Carioca, olerê
Desce a Frei Caneca, olará
Se manda pra Tijuca
Na contramão
Dança pára-lama
Já era pára-choque
Agora ele se chama
Emersão
Sobe no passeio, olerê
Pega no recreio, olará
Não se liga em freio
Nem direção
No sinal fechado
Ele transa chiclete
E se chama pivete
E pinta na janela
Capricha na flanela
Descola uma bereta
Batalha na sarjeta
E tem as pernas tortas
Chico Buarque - Construção / Deus lhe pague
Letras de Músicas | Letra de construcao--deus-lhe-pague
Chico Buarque - Construção / Deus lhe pague
Intr/:
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo por tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou prá descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
E agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o único
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo por tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou prá descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
E agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Tijolo por tijolo num desenho mágico
Sentou prá descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão prá comer, por esse chão prá dormir
A certidão prá nascer e a concessão prá sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir, Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair, Deus lhe pague
Pela mulher carpideira prá nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir, Deus lhe pague
Intr/:
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo por tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou prá descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
E agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o único
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo por tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou prá descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
E agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Tijolo por tijolo num desenho mágico
Sentou prá descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão prá comer, por esse chão prá dormir
A certidão prá nascer e a concessão prá sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir, Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair, Deus lhe pague
Pela mulher carpideira prá nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir, Deus lhe pague
Buarque - Choro Bandido
Letras de Músicas | Letra de Choro Bandido
Chico Buarque - Choro Bandido
Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim
Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim
Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons
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