Grande músico, grande compositor. Vamos abordar sua obra tão significante para a música brasileira.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
É DOCE MORRER NO MAR - Dori Caymmi interpreta belíssima composição de Dorival Caymmi.
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Saveiro partiu de noite foi
Madrugada nao voltou
O marinheiro bonito sereia do mar levou
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de novo no colo de Iemanja
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Category: Entertainment
A VIZINHA DO LADO // Dorival Caymmi
A vizinha quando passa
Com seu vestido grená
Todo mundo diz que é boa
Mas como a vizinha não há
Ela mexe co'as cadeiras pra cá.
Ela mexe co'as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar
Há um bocado de gente
Na mesma situação
Todo mundo gosta dela
Na mesma doce ilusão
A vizinha quando passa
Que não liga pra ninguém
Todo mundo fica louco
E o seu vizinho também
A vizinha quando passa
Com seu vestido grená
Todo mundo diz que é boa
Mas como a vizinha não há
Ela mexe co'as cadeiras pra cá.
Ela mexe co'as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar
Ela mexe co'as cadeiras pra cá.
Ela mexe co'as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar
Há um bocado de gente
Na mesma situação
Todo mundo gosta dela
Na mesma doce ilusão
A vizinha quando passa
Que não liga pra ninguém
Todo mundo fica louco
E o seu vizinho também
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
LITERATURA
O primeiro livro de Chico Buarque, publicado em 1966, trazia os manuscritos das primeiras composições e o conto Ulisses, e ainda uma crônica de Carlos Drummond de Andrade sobre A Banda. Em 1974, escreve a novela pecuária Fazenda modelo e, em 1979, Chapeuzinho Amarelo, um livro-poema para crianças. A bordo do Rui Barbosa foi escrito em 1963 ou 1964 e publicado em 1981. Em 91, publica o romance Estorvo e, quatro anos depois, escreve o livro Benjamim, também um romance.
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Chico Buarque - Deixe a menina
Letras de Músicas | Letra de Deixe a menina
Não é por estar na sua presença Meu pre____zado rapaz
Mas você vai mal Mas vai mal demais
São dez ho___ras, o samba tá quente
Dei___xe a morena conten___te Dei_______xe a menina sambar em paz
Eu não queri____a jogar confete Mas te____nho que dizer
'Cê tá de lascar 'Cê tá de doer
E se vai continuar enrusti___do
Com es___sa cara de marido A mo_______ça é capaz de se abor_____recer
Por trás de um ho___mem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher Mil homens, sempre tão gentis
Por is___so, para o seu bem Ou ti_______re ela da cabeça
Ou mere_____ça a moça que você tem
Não sei se é pra ficar exultante Meu que____rido rapaz
Mas aqui ninguém o agüenta mais
São três ho___ras, o samba tá quente
Dei___xe a morena conten___te Dei_______xe a menina sambar em paz
Por trás de um ho___mem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher Mil homens, sempre tão gentis
Por is___so, para o seu bem Ou ti_______re ela da cabeça
Ou mere_____ça a moça que você tem
Não é por estar na sua presença Meu pre____zado rapaz
Mas você vai mal Mas vai mal demais
São seis ho___ras, o samba tá quente
Dei___xe a morena com a gen__te Dei_______xe a menina sambar em paz
BUARQUE // OLÊ, OLÁ
Letras de Músicas | Letra de Olê, Olá
Não chore ainda não
Que eu tenho um violão
E nós vamos cantar
Felicidade aqui
Pode passar e ouvir
E se ela for de samba
Há de querer ficar
Seu padre toca o sino
Que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança
Que o samba é menino
Que a dor é tão velha
Que pode morrer
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga me perdoa
Se eu insisto à toa
Mas a vida é boa
Para quem cantar
Meu pinho, toca forte,
Que é pra todo mundo acordar
Não fale da vida
Nem fale da morte
Tem dó da menina
Não deixa chorar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho a impressão
Que o samba vem aí
E um samba tão imenso
Que eu às vezes penso
Que o próprio tempo
Vai parar pra ouvir
Luar, espere um pouco
Que é pro meu samba poder chegar
Eu sei que o violão
Está fraco, está rouco
Mas a minha voz
Não cansou de chamar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Ninguém quer sambar
Não há mais quem cante
Nem há lugar mais lugar
O sol chegou antes
Do samba chegar
Quem passa nem liga
Já vai trabalhar
E você, minha amiga
Já pode chorar
Chico Buarque - Baticum
Letras de Músicas | Letra de Baticum
Bia falou: ah, claro que eu vou Clara ficou a____té o sol raiar
Dadá também sa___racoteou Didi tomou o que era pra tomar
Ainda bem que I___sa me arrumou Um barco bom pra gente chegar lá
Lelê também foi e apreciou O baticum lá na beira do mar
Aquela noite Tinha do bom e do melhor
Tô lhe contando que é pra lhe dar água na boca
Veio Mané da Consolação Veio o Barão de lá do Ceará
Um professor fa___lando alemão Um avião vei____o do Canadá
Monsieur Dupont trou___xe o dossier E a Benetton to____pou patrocinar
A Sanyo ga___rantiu o som Do baticum lá na beira do mar
Aquela noite Quem tava lá na prai___a viu
E quem não viu jamais verá Mas se você quiser saber
A Warner gravou E a Globo vai passar
Bia falou: ah, claro que eu vou Clara ficou a____té o sol raiar
Dadá também sa___racoteou Didi tomou o que era pra tomar
Isso é que é, Pe___pe se chegou Pelé pintou, só que não quis ficar
O campeão da Fórmula-1 No baticum lá na beira do mar
Aquela noite Tinha do bom e do melhor
Só tô lhe contando que é pra lhe dar água na boca
Zeca pensou: an___tes que era bom Mano cortou: brother, o que é que há
Foi a GE quem iluminou E a Macintosh en____trou com o vatapá
O JB fez a crítica E o cardeal deu ordem pra fechar
O Carrefour, di___go, o baticum Da Benetton, não, da beira do mar
Iê iê iê ê o Da beira do mar Iê iê iê ê o Da beira do mar
Iê iê iê ê o Da beira do mar...
Chico Buarque - A Mão da Limpeza

Letras de Músicas | Letra de A Mão da Limpeza
O branco inventou que o negro
Quando não suja na entrada
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Que mentira danada, ê
Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê
Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza
Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza
Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Eta branco sujão
sábado, 6 de setembro de 2008
BUARQUE // CHORO BANDIDO

Letras de Músicas | Letra de Choro Bandido
Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim
Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim
Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
BUARQUE // APESAR DE VOCÊ

Letras de Músicas | Letra de Apesar De Você
Chico Buarque - Apesar De Você
(Crescendo) Amanhã vai ser outro día x 3
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.
(Coro) Apesar de você
amanhã há de ser outro día.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforía?
Cómo vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.
Você que inventou a tristeza
Agora tenha a fineza
de ?desinventar?.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.
(Coro2) Apesar de você
Amanhã há de ser outro día.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não quería.
Você vai se amargar
Vendo o día raiar
Sem lhe pedir licença.
E eu vou morrer de rir
E esse día há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você
(Coro3)Apesar de você
Amanhã há de ser outro día.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesía.
Cómo vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Cómo vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você
(Coro4)Apesar de você
Amanhã há de ser outro día.
Você vai se dar mal, etecétera e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá??.
Chico Buarque - Cálice

Letras de Músicas | Letra de Cálice
Chico Buarque - Cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
REPETE
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
REPETE |
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
REPETE |
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
REPETE |
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
D:
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
REPETE
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
REPETE |
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
REPETE |
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
REPETE |
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
BUARQUE // PRIMEIRO DE MAIO OU TANTO MAR

de WEBLETRAS.COM.BR letras de músicas
PRIMEIRO DE MAIO
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo pra mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
Chico Buarque - Ai, se eles me pegam agora

Letras de Músicas | Letra de Ai, se eles me pegam agora
Ai, se mamãe me pega agora de anágua e de combinação
Será que ela me leva embora ou não
Será que vai ficar sentida, será que vai me dar razão
Chorar sua vida vivida em vão
Será que faz mil caras feias, será que vai passar carão
Será que calça as minhas meias e sai deslizando pelo salão
Eu quero que mamãe me veja pintando a boca em coração
Será que vai morrer de inveja ou não
Ai, se papai me pega agora abrindo o último botão
Será que ele me leva embora ou não
Será que fica enfurecido será que vai me dar razão
Chorar o seu tempo vivido em vão
Será que ele me trata à tapa e me sapeca um pescoção
Ou abre um cabaré na Lapa e aí me contrata como atração
Será que me põe de castigo será que ele me estende a mão
Será que o pai dança comigo ou não?
Ai, se mamãe me pega agora de anágua e de combinação
Será que ela me leva embora ou não
Será que vai ficar sentida, será que vai me dar razão
Chorar sua vida vivida em vão
Será que faz mil caras feias, será que vai passar carão
Será que calça as minhas meias e sai deslizando pelo salão
Eu quero que mamãe me veja pintando a boca em coração
Será que vai morrer de inveja ou não
Ai, se papai me pega agora abrindo o último botão
Será que ele me leva embora ou não
Será que fica enfurecido será que vai me dar razão
Chorar o seu tempo vivido em vão
Será que ele me trata à tapa e me sapeca um pescoção
Ou abre um cabaré na Lapa e aí me contrata como atração
Será que me põe de castigo será que ele me estende a mão
Será que o pai dança comigo ou não?
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